domingo, 13 de agosto de 2017

Doce desconhecido










A expectativa do desconhecido deveria fascinar a cada um de nós, assim teríamos os acontecimentos do dia, como enredos de uma história  e estaríamos ansiosos para os novos capítulos.
Deixar os dias ruins fluírem pelas horas do tempo ,porque os caminhos são mudados. 
Assim como a lua muda no céu, o sol dá lugar a escuridão, a chuva espaça para a bonança, nos mostrando que as diversidades acontecem e que "MUDANÇA" é o tópico principal da vida. 
Não conseguiremos descobrir exatamente o que surgirá à nossa frente, mas poderá ser algo que vai tirar nosso fôlego e o agradecimento pela vida se tornar tão precioso. 
Vale a pena esperar o dia seguinte...Algo absolutamente novo sempre pode acontecer....abra suas portas....não desista...


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Vidas







Finalmente cheguei lá...
Troquei o título de rainha pelo de Neguinha.
Os que não me amavam pelo amor,as verborragias pelas palavras simples e trocadas.
Troquei os Problemas por pobremas,os menos por menas,o andando por andano.
Sou uma colecionadora de vidas e quanto mais diferente da outra, mais me fascina.
Viver numa só vida experiencias tão diversas pode confundir a cabeça de muitos, mas não a minha que permanece estática nas minhas convicções  mas absolutamente transformada de emoções.



quarta-feira, 19 de julho de 2017

Perguntas sem respostas

Indescritivelmente enredada.






Por que não consigo fugir?O que me faz prisioneira a espera do golpe final? Curiosidade, falta de objetivo, carência?
Por que os sentimentos vão e vem no meu coração?Por que ainda não assimilei nada sobre isso?
Por que tenho medo de dizer não e me arrepender?E por que não dizer e me arrepender?Até onde vou deixar essa corrente de água que está se tornando uma avalanche chegar?Por que não sei como estancar?
Como, com tanta vivencia não aprendi as consequências das minhas liberações emocionais?Será que preciso viver para entender?Quantas vezes mais?
Por que não consigo parar antes que a tempestade me colha descalça e uma descarga de raio me fulmine em plena lama em que me posicionei.
Por que sempre os mesmos sentimentos que se revezam atacam meu coração?
Desta vez fui longe demais.
Por que a diferença me atraiu tanto?
Ou já não via mais diferença no espetáculo que se apresentava como novo e absolutamente magnífico, me observando no mesmo mundo e tentando como louca reportar-me ao meio?
Preciso dar um basta!
Preciso achar o caminho e selar a volta...

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Acreditei...






Acreditei que se cortasse meu cabelo curtinho, estaria mostrando coragem pelo desafio que me foi lançado...Era apenas uma forma de me fazer feia,  meu cabelo era lindo e comprido....chorei dias...
Acreditei que se passasse óleo de cozinha e fosse para a praia tomar sol, como me aconselharam , ficaria bronzeada... Quase morri torrada...
Acreditei que se usasse no rosto o creme oferecido, ficaria com um bronzeamento rápido e bonito... Todos perguntavam se eu estava com hepatite...
Acreditei que chegaria facilmente no bolsão de areia porque via as pessoas com a água nos tornozelos... Quase morri afogada
Acreditei que as pílulas que minha nonna tomava, eram balas disfarçadas para crianças não pegarem...Tomei todas e por pouco não evadi para o céu.
Acreditei que dando muito amor não sofreria uma perda definitiva, acreditei que seria para toda vida... O meu primeiro amor, nunca mais o vi


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Dançar








Caminhos existem.
Quem segue tem a crença ou medo,quem sai tem desejos.
Abri a porta. 
Segurando minhas sandálias e a ponta do meu vestido negro, fui ao encontro da nova passagem escolhida.
No piso  azul de um vivacidade espetaculosa , timidamente dei precários passos, na tentativa de deixar toda aquela harmonia assumir o  que jazia morto  em mim.
Agitei o que assombrava meu coração e com os olhos fechados intui a sequencia dos movimentos das melodias .
Era a música me alforriando mais uma vez.
Olhando através do ombro seguro me deixei levar e com um grande sentimento, me deixei sonhar.
Como num verdadeiro número mágico,ao  saltar para fora do palco azulado ,visto novamente aquele casaco marrom e sigo com  meus falhos  passos em busca da felicidade fugaz. 





sexta-feira, 31 de março de 2017

O cavalheiro de chapéu branco









Ele se colocava num canto do salão, onde pudesse observar o rosto de cada senhorinha sentada em volta de uma mesa.
Via-se menino, sentado no alpendre da sua casa, observando os bois, vacas, cabritos e galinhas que andavam livremente pelo quintal a procura de algo para comer.
Descalço com seu chapéu na mão, cabisbaixo, pensava em como conseguiria fazer sua mãe sorrir.
Todos os sábados a tarde, tinha festa na fazenda e o pessoal se reunia para dançar e cantar.
Sua mãe, viúva,mulher madura, pesada e com sinais de cansaço,passava o dia todo se arrumando. Vestia seu melhor vestido, calçava seu único sapato e ia feliz com as amigas para o salão de baile da cidade. Passava algumas horas por lá, mas ele com seus oito anos não entendia o que acontecia para  ela voltar sempre  lacrimosa, triste e ficar durante a semana com o olhar choroso.
Quando cresceu um pouco mais e a acompanhou num baile, entendeu o que se passava.
Ela e muitas outras senhorinhas, nunca eram tirada para dançar.Passavam horas ali esperançosas,com o olhar iluminado na espera de que algum cavalheiro as tirassem para uma, apenas uma dança.O que nunca acontecia.Ele com seu coração acabrunhado sabia que não poderia fazer nada e chorava escondido pela dor da sua mãezinha.
Hoje, homem feito, tira à forra.
A cada senhora solitária, vai com todo seu charme e oferece seu braço para que elas o segurem e venham para o centro do salão e, lá ele as rodopia,segura em suas cinturas,faz passos e balanços até que consiga tirar delas um sorriso surpresa e então sente que está quites com sua mãe e também sorri.
Enquanto não dançar com a última senhorinha  esquecida na cadeira, não descansa e nem pensa em parar... É conhecido como Nho Nor o homem de chapéu branco, aquele que se tornou a felicidade das mulheres sem par.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Chiclete











Depois de algumas horas lendo um livro da Agatha Christie, o sono bateu com um martelo na minha cabeça e com preguiça de levantar, me desfiz do delicioso chiclete que vinha me acompanhando por toda leitura. Rendida, estiquei o braço e o grudei gentilmente no travesseiro ao lado totalmente desocupado e acabei embarcando num profundo sono.
Na madrugada, eis que a vingança da preguiça apareceu para me assombrar.
Com dores de cabeça, acordei com meus cabelos sendo brutalmente puxados.
Sonolenta não conseguiu soltá-los e assustada fui eu os cabelos e o travesseiro para o banheiro.
Podia ver com o espelho lateral, alguns fios rosas torneando meu cabelo preto. (é que meus preferidos são os tuti-fruti) .Era o chiclete que eu tinha salvo para mais tarde (rsrsrsrsr) totalmente apoderado de minha cabeleira. 
Não pensando direito, aliás, não pensando, peguei a tesoura e cortei todos os cabelos grudados...
Hoje pela manhã, tive a bela surpresa da magnitude do corte... Acho que vou tosar zerinho... E ainda dizem que a terceira idade é uma idade de juízo... Pra quem?