sexta-feira, 21 de maio de 2010

QUERO UMA CASA




Sinto vontade de deixar tudo para trás e buscar um lugar que me renove. Sentir o cheiro de tinta fresca, colocar os móveis em lugares estratégicos para serem valorizados e assim conseguir um ambiente com energias vibrantes... Acordar com uma paisagem imponente pela vastidão, olhar um jardim com multiplicidade de flores, andar por ruas cheias de árvores que formem um túnel natural sombreando as ruas e avenidas, escutar o chilrear dos pássaros, dormir em braços confortantes que me façam tresvariar. Acordar pela manhã e me sentar em uma sala cheia de luz, onde o cheiro do café se espalhe por cada pedacinho da cozinha ou que vá até o quarto me acordar. A porta aberta para quem vier de boa vontade. Uma casa aquecida com o tom das conversas e risadas e o trautear de músicas suaves. Uma casa protegida pelos guardiões, onde se possa repousar com tranqüilidade e acordar cheia de esperança... Uma casa celestial.
Fabulação ou  utopia?
Minha incerteza seria,de nessa vivenda não encontrar minhas raizes,aquelas que ficaram encravadas nos ferros e areia e que mesmo com todo esse esplendor, me sinta a deriva,a procurar os vestígios da minha vida.
Começar uma nova história?Mas eu quase acabei meu livro, estou na verdade escrevendo o epílogo, como reescrever o prefácio?
As paredes falam, e as da minha casa chorariam de saudades. Dos meus pensamentos,das minhas incoerências, das minhas alegrias e do meu silêncio. Elas não somente falam, mas guardam a memória dos que por ali passaram... Sabem de todos os momentos. Dos nascimentos aos das partidas. A casa guarda os segredos e no barro de seus tijolos fossiliza os nossos corações.





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